Negocia ceder su operación local a grupos nacionales

Nissan está dando um passo importante na sua operação na Argentina. A fabricante japonesa firmou um memorando de entendimento com os grupos SIMPA e Tagle, que pode resultar na transferência de suas atividades comerciais no país para empresas locais.

A notícia vem em um momento de reestruturação global da Nissan, que está mudando o seu modelo de negócios. Isso significa que a marca deve deixar de operar diretamente no mercado argentino, mas os veículos continuarão sendo vendidos através de uma rede já estabelecida. A venda de carros e a assistência aos clientes não serão afetadas, pelo menos por enquanto.

O acordo ainda está sendo analisado. Essa etapa inicial permite que a Nissan e os grupos brasileiros estudem os diferentes aspectos do negócio antes de avançar para um contrato definitivo. Enquanto isso, vale lembrar que a comercialização dos veículos seguirá normalmente. A Nissan garantiu que vai manter os serviços de pós-venda, a rede de concessionárias e também os planos de economia, que são bastante populares na Argentina.

Del cierre de la producción de la Frontier al cambio de manos

Esse movimento acontece em sequência a outra grande mudança: no ano passado, a Nissan anunciou que pararia de produzir a pick-up Frontier no país. A fábrica, localizada em Córdoba, estava sob um esquema de produção compartilhada com a Renault. Desde 2026, a Frontier já é importada do México.

Esse histórico traz peso a essa nova fase da marca. Primeiro, saiu da produção local e, agora, busca descontinuar a gestão direta de suas operações comerciais. Se tudo ocorrer conforme planejado, a Nissan vai manter a sua presença na Argentina, mas com um formato mais leve, deixando que grupos locais assumam a operação.

A mudança se insere em um plano global chamado “Re:Nissan”, que visa melhorar a competitividade e a sustentabilidade dos negócios da marca. A ideia é que essa transferência local siga o modelo já aplicado em países como Chile e Peru.

Se o processo avançar, a operação na Argentina ficará integrada à unidade de negócios NIBU, que cuida dos mercados importadores da América Latina. Assim, a Nissan poderá manter a venda de veículos sem precisar de uma filial tradicional.

Um ponto que merece atenção nessa transição é o plano de economia, que é essencial para o mercado automotivo argentino. A empresa se comprometeu a mantê-lo funcionando, mas a transferência pode trazer mudanças importantes nos aspectos contratuais e administrativos relacionados a essa base de clientes.

Nessa onda de mudanças, a Nissan não está sozinha. Outras marcas, como a Mercedes-Benz, também já transferiram suas operações para grupos locais, como o novo Prestige Auto, que assumiu a continuidade da produção e comercialização da marca no país.

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